Reescreva











{27 Janeiro, 2009}   @$#!%&%#*¢£$#%£

Rancorzinho no coração explodindo pra todos os lados. Raiva, muita raiva. De gente burra principalmente. De gente idiota também. E de gente sem o menor senso. Aquela vontade de ter uma arma só pra matar uma mosca que fica voando pela casa. Aquela vontadezinha, sutil de dizer umas verdades dolorosas pra uns idiotas que não irim aguentar. E eu vou ter que baixar de novo o episódio de Lost que não baixou inteiro, nessa velocidade de download gostosinha que não chega nem a 15 KB/s?! PUTA QUE ME PARIU!!! Que morra essa ai também. Eu acordo e meu pai ao ver que eu estou acordada já vai ligando a tv… PRA QUE?! Pra deixar a tv falando sozinha, já que ninguém vai ver. Pra ficar aquele barulho irritante de globo pela casa! Então eu descubro que eu vou ter uma festa surpresa pra ir provavelmente quarta, OU NÃO! Pode ser quinta também, ou sexta. OI?! Eu tenho mais o que fazer, DECIDAM-SE LOGO!! Juro que eu estou tentando pensar em alguma coisa pra fazer pra me acalmar, mas nada parece bom o suficiente. Péssima hora pra tentar conversar com alguém e tentar usar bons motivos pra convencer alguém, de alguma coisa. Porque nessas horas bons motivos se transformam em “porque sim, caralho!”. E porque diabos minha vó tem tantas stalkers obsessivas que não param de ligar pra cá procurando por ela?! Pra que ligar 10 vezes por dia procurando pela pessoa?! Pessoas acima de uma determinada faixa etária deviam ser proibidas de usarem o telefone, porque parece que é a única coisa que elas tem pra fazer! AAHHH!! ¬¬

Então é isso, hoje é um bom dia pras pessoas burras e idiotas deste mundo cometerem suicídio em massa. Morram. E não descansem em paz.

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Sim eu estou na TPM, algum problema com isso?! Ò-ó



{19 Janeiro, 2009}   Eu claramente

não me lembro de algum dia já ter me sentido assim por qualquer outra pessoa.

E isso é maravilhoso.

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{18 Janeiro, 2009}   Coisas dolorosas

safesecrets_mom-2Desde que minha adolescência começou eu tenho essa relação bastante conturbada com minha mãe. Hoje eu estava refletindo sobre esses sentimentos em relação a ela que eu guardo e sobre sentimentos aparentes dela sobre mim. Tem algumas coisas que eu nunca vou perdoar, várias que vão me marcar pra sempre, e algumas feridas que talvez mais tarde voltem com uma força absurda. Mas ela também tem alguns assuntos sobre os quais nunca vai me perdoar,  e isso honestamente não é do meu interesse, ela é quem tem que lidar com isso. Desde que eu me lembro meu pai sempre foi o porto seguro, sempre foi mais amigo do que pai, sempre se preocupou em ser exatamente o que ele sentia que queria ser do que em ser o pai que educa e toma posições. O que é ótimo. Minha mãe é mãe, não é amiga, não é alguém que eu conheça se não como mãe. O que é péssimo, principalmente contando o fato que eu moro com ela. Eu entendo perfeitamente que ela vai sempre me amar e demonstra isso das maneiras mais… bem, não sei como ela demonstra na verdade. Mas ela demonstra, e eu sei que me ama. Não é como se fosse de alguma utilidade pra mim, já que ela é mãe e vai me amar de qualquer jeito. Eu não preciso de alguém que demonstre que me ama me dizendo e depois agindo de uma forma que só me traz tristeza, pra me educar? O tempo disso já passou, eu já estou velha demais pra mudar algumas opiniões e atitudes. Eu não sou mais uma criança que pode ser manipulada facilmente ou que não pode saber que o papai noel não existe. É como quando você aprende a andar de bicicleta, primeiro as pessoas costumam aprender com as rodinhas dos lados pra poder equilibrar-se, é como se fosse o papel dos pais. Agora que eu já sei andar sozinha eu mesma tenho que tirar as rodinhas toda vez que eu saio de casa, assim os pais não vêem e não se preocupam se eu vou conseguir me equilibrar. É claro que eu vou conseguir, já aprendi a engatinhar, andar, nadar, cavalgar e andar de bicicleta (sem as rodinhas); faz parte da evolução. Minha mãe ainda tem medo que eu caia e me machuque, claro, ela é mãe e esse é o trabalho dela: se preocupar. Não teria problema se isso acontecesse porque agora eu já sei como me cuidar e não faço mais escândalos quando eu caio e me machuco. Isso tudo não é sobre ser responsável ou não, como ela diz o tempo todo. É sobre saber cair, não ficar histérica (como as crianças ficam quando caem), levantar, limpar a poeira e continuar andando. Eu definitivamente posso fazer isso.
Se a tal da responsabilidade que ela diz é saber que as regras existem, segui-las e viver sua vida assim, eu prefiro não ser responsável. Acho melhor saber que as regras existem, pensar se você quer segui-las, fazer suas escolhas e lidar com as consequências. Não segui-las não significa necessariamente que vai dar tudo errado e você vai acabar se fodendo no final. Veja por exemplo o Bill Gates, ele quebrou a tal da regra ética sobre honestidade. Se fingiu de amigo do Steve Jobs, roubou o programa de computador que ele havia inventado, fez mínimas alterações, lançou-o com o nome de Windows e hoje em dia é o homem mais rico do mundo. Eu não acredito, mesmo, que todos os homens mais ricos do mundo seguiram essas regras que minha mãe diz que eu devo seguir pra ser considerada responsável.
De qualquer maneira, não se preocupe, mãe, eu posso lidar com as consequencias. Já lidei tantas vezes sozinha antes de você descobrir, e sejamos sinceras, tudo se tornou muito mais difícil quando você soube. Sabe aquela história que toda mãe conta? “O mundo ‘ai fora’ é muito pior”? Pela olhada que eu dei eu não concordo. Se você não conseguiu lidar com o “ai fora” isso foi você, se você ainda se assusta com maldades, falsidades e manipulações. É como você mesma diz, eu sou tão perigosa que eu poderia convencer o Papa a fazer sexo em frente a câmeras de TV. E ainda tem medo que eu me machuque? Não seja tão inocente



{16 Janeiro, 2009}   There are

no rules to this thing.

whatever



{13 Janeiro, 2009}   Chora, amor

2360650373_62acf8d2f7Eu lembro de já ter falado disso alguma vez que eu não lembro, com alguém que eu não lembro também. De qualquer jeito, isso já aconteceu duas vezes, e agora quase a terceira. Isso é quase um segredo porque eu me sinto meio boba quando acontece.
Eu choro de amor. Mas com certeza não é como vocês estão pensando. Eu não choro por sofrer de amor, muito pelo contrário. Tenho tanta certeza de que eu amo, sou amada, por tanta gente, isso me faz tão feliz até chegar o ponto em que eu não consigo manter isso dentro de mim e sai na forma de lágrimas, as vezes até mesmo com soluço.
A primeira vez que isso aconteceu foi no fim de 2007, pouquíssimos dias antes do reveillon. Eu estava tão consciente dos amigos, do amor, da felicidade, de tudo que eu tinha e do meu desejo por tudo aquilo. Foi como se eu tivesse todo o amor do mundo. Isso já era a maior alegria da minha vida, mas depois de guardar dentro de mim um sentimento que era grande demais pra ficar ali ele foi aliviado pelo choro. Eu tive que levantar da cama, sair do quarto sem ninguém perceber, fui até a cozinha e me encostei na janela. Ali, olhando pro céu e tentando segurar os soluçoes eu chorei baixinho. Isso parece mesmo inacreditável. Veja bem, eu já ouvi falar de choro por perda, saudade, emoção, felicidade, tristeza, desespero, raiva, mas nunca por excesso de amor.
Esse ano foi um pouco diferente, no dia de ano novo mesmo. Eu já estava com essa sensação de estar empanturrada de amor, mas dessa vez pode-se dizer que puxaram o gatilho. Foram algumas palavras no meu celular que fez todo aquele amor de tantas pessoas por mim, meu a outros vir a mim como uma onda gigante e desaguar pelos olhos. Não sei se tem motivo mas eu me sinto meio tola quando isso acontece, é um motivo tão incomum/desconhecido pra chorar. É como se acabasse com o significado de todas as lágrimas tristes ou em desespero choradas não sei aonde.
Apesar de eu sentir que parece tão tolo, ao mesmo tempo é tão feliz isso. Não é? Felicidade tamanha que não cabe em mim e sai como água pra molhar meu rosto.

Engraçado essas coisas que dão tanto medo mas que a gente tem tanta vontade. Dizem que são as que mais valem a pena. Tipo nadar até além da rebentação, eu sempre quis. Sempre tive medo, eu sempre aprendi a nadar na piscina, não exatamente no mar. Então me da um medo de não conseguir. Acho que eu iria se eu tivesse companhia, vai que eu não aguento nadar até lá e preciso de ajuda pra voltar, por isso que eu gostaria de ir com alguém. Ainda assim, seus olhos me parecem ondas e pra dizer a verdade, eu sempre tive um pouco de medo do mar.



{11 Janeiro, 2009}   Seria legal

liberdade.

Tipo sair pra rua sem saber pra onde, sem saber como, com um dinheiro no bolso e sem hora pra voltar. Sonho de vida.



{10 Janeiro, 2009}   Tá bem, eu confesso

dontwait…eu sei que sempre que eu termino um relacionamento eu penso “não vou me apaixonar de novo, isso só traz problema”. Veja bem, dessa última vez eu não disse essas palavras que tanto soam como uma mentira, eu fui mais específica e prática “namorar só traz problema, desisto disso”. E ei, olha o que eu consegui, eu estou apaixonada, feliz -entenda fogos de artifício, olhinhos brilhando, sorrisos enormes, corações batendo acelerado e toda essa felicidade que o amor traz- e não necessariamente namorando. Tá bem, eu confesso, eu to na monogamia, mas já pus na minha cabeça que assim que eu sentir uma vontade irreprimível de acabar com essa graça de one and only eu paro. Até porque, é pra isso que eu não to namorando. Evita culpa, porque afinal ninguém vai ser traido ou vai trair, mas -tá bem, eu confesso- não evita ciúmes. Meu veneno, ciúme, cada vez mais constante, e que eu me perdoe por essa constancia. Mas eu simplesmente não posso evitar, não dessa vez! Os olhos, o sorriso, as mãos, tudo, eu quero tudo só pra mim. Deus o que ta acontecendo comigo?! Eu nunca fui tão ciumenta assim, mas só de pensar em outra garota eu já começo a suar frio! Diabos… Eu não lembro de ter ficado assim em qualquer outro romance.
Se eu quero minha liberdade de poder ir e vir quando me apertar a monogamia então tem que servir vice-versa também, e eu não aceito de outro jeito. Oh, temível senso de justiça esse meu, chega a me doer. Mas não irei ficar ansiosa pelo dia em que eu tiver que ir, ansiedade não serve pra nada e faz eu roer ainda mais as unhas.
Que curioso! Eu acabei de descobrir um jeito de me acalmar escrevendo as últimas frases. Me fazer roer mais as unhas eu não me importo, mas não servir pra nada, isso me importa. Eu não suporto inutilidade ou falta de praticidade, me tira do sério. Percebendo a inutilidade dessa maldita pressa do que pode acontecer no futuro, ou quando ele chegar, eu fiquei instantaneamente calma. Nota mental: usar esse pensamento mais vezes.

Enquanto isso: hohoho, estou usando bastante notas mentais, eu falo alto “nota mental: tal tal tal” e por incrível que pareça eu não esqueço da grande maioria delas. O que é bom, porque eu tenho estado muitíssimo esclerosada! E cheia de cabelos brancos, oh, e eu tenho só 17!!



{10 Janeiro, 2009}   Eu sinto

apesar da grosseria, da estupidez, de as vezes agir como o  exemplo de pessoa escrota, da falta de paciência com algumas coisas. Apesar disso e mais, eu gostaria de dizer e de todos saberem que eu sinto.

Agora eu queria mesmo é que você soubesse que eu sinto: a sua falta, tanto que chega a doer. Ansiedade de que você possa ligar a qualquer momento. Uma paixão enorme, que pra generalizar eu gosto de chamar de amor. Uma vontade estúpida de tornar isso público.
E uma vontade ainda mais idiota de ter a certeza de que você vai ser só meu e eu vou ser só sua. Mas essa vontade passa rápido (mentira).

oh, love, and it feels good

oh, love, and it feels good



{10 Janeiro, 2009}   Eu finjo

não me importar, quando eu me importo tanto que doi.

(ontem, ciúmes)



etc.