[O amor é uma desculpa para se machucar e machucar]
E eu acho que uma pessoa que desde seu nascimento está fadada a tendências sadomasoquistas é uma ótima pessoa para falar sobre isso. Devo começar dizendo que eu não sou a parte comum do mundo. Porque eu sou uma adolescente que já parou de sonhar com o príncipe encantado a muito tempo, que descobriu que o certo não é divertido e que o divertido é sempre a melhor opção. E como eu sou muito egoísta então não existem muitas exceções.
Eu sempre soube do meu lado sádico, o lado mais egoísta, mas agora pouco eu acabei de descobrir meu lado apaixonada. E esse maldito é tão deliciosamente masoquista. A maioria das meninas se sentiria triste e totalmente decepcionada, não desejada. Para essas situações eu tenho meu ego, pra transformar a tristeza em delícia, mas eu acabei de descobrir disso. Isso definitivamente não faz eu me sentir como a menininha que de vez em quando eu gosto e inconseqüentemente, sem querer, encarno. Pelo contrário, o contrário seria. Ultimamente tenho tido muito essa sensação de “crescida”. Mas, vou voltar ao fator dor do amor: talvez se na vida não existisse dor e prazer, e a convergência desses dois, então nenhum dos dois faria sentido, nem existiriam. Minha vida já é cheia dele, prazer e felicidade e eu não consigo deixar de achar estranho até mesmo agora a dor virar prazer. Como no amor, mas isso é porque eu tenho algumas certezas – something like love and be loved.
Ainda assim, continuo com minhas sérias tendências sádicas, não consigo evitar de ser do contra, difícil, teimosa, esnobe, entre outras características irritantes. Afinal, que coisa chata seria se estar do meu lado fosse tão constante. Inconstância é tão mais divertida.
Enquanto isso:
Será? Acabei de drenar aquele egoísmozinho chato que estava me pertubando. Será mesmo que foi isso que eu consegui? – inclua olhos brilhantes e futuro feliz aqui.
Por sinal, blog, eu esqueci de contar por aqui isso, as eu to namorando. Estranho pra mim, né? Depois de ter drenado esse maldito egoísmozinho que me emperrava, nem parece mais estranho.
Ao invés de imagem, hoje um vídeo, porque eu não paro de ouvir essa música. Me identifico.