Reescreva











{7 Abril, 2008}   Old Habits Die Harder


Hábitos antigos morrem dificilmente, principalmente aqueles aos quais você se apega, aqueles que nem precisam ter anos de duração mas sim são arrebatadores; como paixões, o importante é a intesidade. Hábitos antigos acabam virando uma parte de nós, mas são hábitos, só hábitos. O problema é lembrar disso. Quando eles se tornam uma parte da gente ter que nos livrar deles é como fazer uma operação de amputação sem anestesia. E dói. Meu velho hábito me faz uma pessoa pior, talvez mais interessante até, porém extremamente egoísta. Enquanto meu egoísmo pode me corroer por dentro, por fora me faz brilhante, me põe um sorriso na cara; e como eu poderia me negar algo que me faz sorrir? Nunca. Mas algumas atitudes ruins devem ser feitas para o bem, principalmente se essas atitude ruim for cortar uma parte podre de mim – então nem posso chamar de atitude ruim, certo? Eu devo dizer que nunca conseguiria amputar meu egoísmo sem um empurrãozinho, e até mesmo com esse maldito empurrão continua a doer a separação do meu próprio umbigo.
Confesso, eu amo eu mesma. Eu amo ter ideais beirando o hedonismo. Agora escutando Black Eyed do Placebo até gosto de pensar que eu sempre fui leal às minhas zonas erógenas, e apenas elas merecem minha lealdade. Mas como disse o post anterior, gente apaixonada. E gente apaixonada se preocupa com seu objeto de desejo, que tolice. Me seguro pra não me amputar mas assim que eu abro o olho já estou me pondo na faca. E se tudo acontecer como antes eu volto à minha adorável podridão em breve, se não, bem… Gente apaixonada não deveria ser responsabilizada por qualquer um de seus atos. Não me responsabilizo por uma crescente indecisão. Não me responsabilizo nem por mudar de idéia de uma hora pra outra. E pra completar o post de baixo: gente apaixonada não sabe escolher.
Bem, conclusão? Sem conclusões, não sei, vou deixar as coisas acontecerem. Droga.

Titulo pra Twin: got it now. But i knew it all along, twins, right?



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etc.