Reescreva











{27 Abril, 2008}   Monstro

Certo que de médico e monstro todos temos um pouco mas confesso que o monstro se revela cada vez mais. Não sei se isso acontece só comigo ou se é com todos, mas aparenta ser um problema atual da humanidade. Não posso dizer, não faço na verdade a menor idéia de como a humanidade foi chegar a esse ponto de expor tanto seu lado mais monstruoso, mas que ele está ai a séculos, isso está.
Acho ainda que são realmente poucas as pessoas que deixam esse lado seu transparecer, até porque é assustador para a maioria quando ele aparece. Sou parte das pessoas nas quais a monstruosidade está transparecendo muito e rapidamente. Sim, é assustador perder muito do seu lado humano. E o que é o humano se não sentimentos, pensamentos racionais – ou não o_O – e instinto? Imagine que um destes teus lados começa a falhar, então você começa a tombar para o outro lado, que se fortalece. Digamos, que eu tenho sérios momentos em que eu simplesmente não sinto absolutamente nada, e não importa o quão grossa, maldosa ou egoísta eu for nesses momentos: eu simplesmente não vou sentir remorso. É como se transformar em um bicho, só que mais perigoso que um bicho é um bicho que pensa. Estou me assustando terrivelmente comigo mesma e isso não é nada bom. E não é nada bom ser tão instável, inconstante.
Algum psicólogo ou analista poderia me explicar, porfavor? Perder os sentimentos é normal?



Trate todas igualmente. Seja igualmente simpático e bem-humorado com todos. Porque as pessoas que você sabe que são consideradas por todas como pessoas muito fodas querem ser tratadas como pessoas normais, não querem ser endeusadas. Pessoas normais querem saber que você trata elas tão bem quanto trata essas pessoas fodas.
Basicamente: adorável, simpático, bem-humorado e sorridente.

Palavras de uma pessoa boa nisso.



{21 Abril, 2008}   Se Deus existisse…

Eu pretendia por como título “If God could see me now…” (Se Deus pudesse me ver agora…), mas então dois segundos foram o suficiente pra eu parar e pensar que esse “agora” não se resume e este momento meia hora antes da meia noite. “Agora” é muito mais tempo. Então ele não existe, não me vê ou não quer saber de criaturas tão reles. Oras, quem se importa, além dos crentes? É só uma desculpa pra conseguir viver melhor. Ter alguém acima em quem por a culpa, ter alguém por quem viver o outro dia, ter um motivo pra tudo: Deus. Não, obrigado.

Então, eu estava no “agora”. Se Deus pudesse me ver agora me mandaria direto para o inferno. Ele me veria sem sentimentos respeitáveis, sem sentimentos dignos do paraíso.
Ele veria o meu desejo incontrolável que por mais aparentemente controlado, por dentro eu sou uma louca em uma camisa de força. Ele veria meu deboche, meu cinismo perante as coisas mais importantes. Veria que eu sou uma diabinha nunca satisfeita, porque nunca será o suficiente. O veneno que eu penso estar me corroendo por dentro, tolinha que mal sabe pode aguentar uma vida inteira assim. Se existisse ele já teria me parado, porque eu nasci para o outro lado. Eu nasci com os olhos negros. O errado ama a minha companhia tanto quanto o certo, mas o errado sempre vai me conhecer por inteiro pra saber como me convencer. Certo: tão ingênuo que nunca vai deixar de acreditar.

As vezes eu me considero impossível.

Alguém me diga que eu estou errada, me prove isso porfavor.

[Isso é uma crise]



{20 Abril, 2008}   Irresistível

Irresistível: adoro essa palavra. Ela da uma sensação de poder do tipo: você não pode evitar, resistir é inútil. Definitivamente, muito poder. Chega a ser maldoso tamanho poder que essa palavra da pra uma pessoa.

“And I’ll always be so inviting…”



[O amor é uma desculpa para se machucar e machucar]

E eu acho que uma pessoa que desde seu nascimento está fadada a tendências sadomasoquistas é uma ótima pessoa para falar sobre isso. Devo começar dizendo que eu não sou a parte comum do mundo. Porque eu sou uma adolescente que já parou de sonhar com o príncipe encantado a muito tempo, que descobriu que o certo não é divertido e que o divertido é sempre a melhor opção. E como eu sou muito egoísta então não existem muitas exceções.
Eu sempre soube do meu lado sádico, o lado mais egoísta, mas agora pouco eu acabei de descobrir meu lado apaixonada. E esse maldito é tão deliciosamente masoquista. A maioria das meninas se sentiria triste e totalmente decepcionada, não desejada. Para essas situações eu tenho meu ego, pra transformar a tristeza em delícia, mas eu acabei de descobrir disso. Isso definitivamente não faz eu me sentir como a menininha que de vez em quando eu gosto e inconseqüentemente, sem querer, encarno. Pelo contrário, o contrário seria. Ultimamente tenho tido muito essa sensação de “crescida”. Mas, vou voltar ao fator dor do amor: talvez se na vida não existisse dor e prazer, e a convergência desses dois, então nenhum dos dois faria sentido, nem existiriam. Minha vida já é cheia dele, prazer e felicidade e eu não consigo deixar de achar estranho até mesmo agora a dor virar prazer. Como no amor, mas isso é porque eu tenho algumas certezas – something like love and be loved.
Ainda assim, continuo com minhas sérias tendências sádicas, não consigo evitar de ser do contra, difícil, teimosa, esnobe, entre outras características irritantes. Afinal, que coisa chata seria se estar do meu lado fosse tão constante. Inconstância é tão mais divertida.

Enquanto isso:
Será? Acabei de drenar aquele egoísmozinho chato que estava me pertubando. Será mesmo que foi isso que eu consegui? – inclua olhos brilhantes e futuro feliz aqui.
Por sinal, blog, eu esqueci de contar por aqui isso, as eu to namorando. Estranho pra mim, né? Depois de ter drenado esse maldito egoísmozinho que me emperrava, nem parece mais estranho.

Ao invés de imagem, hoje um vídeo, porque eu não paro de ouvir essa música. Me identifico.

Paramore:
That’s What You Get



{14 Abril, 2008}   A melhor pra mim


Não é um post egocêntrico, não mais um. É só uma constatação de que a melhor pessoa pra mim seria eu mesma. Hoje eu senti uma vontade de ter uma outra de mim, só pra poder explicar todos os meus medos pra ela e então eu dormiria no ombro dela depois de chorar, e ela teria a resposta pra todos os medos. Porque ela sou eu. E eu sei que eu tenho todas as respostas aqui, só sou egoísta ou talvez medrosa demais pra enxergar – a palavra certa é admitir.
Eu acho que todo mundo tem exatamente o que merece, pediu ou pode aguentar. Então, se eu tenho um medo é porque você tem como ultrapassa-lo, se você tem um problema é porque você tem a solução pra ele. Se você tem o que quer é porque você fez ou faz algo pra merecer – ok, talvez nem sempre. E eu sinto que na verdade preciso é de um grande chute, não só um empurrãozinho, pra deixar o egoísmo de lado e até enxergar o fim dos meus medos.
Oh, maldito egoísmo, quando foi que eu deixei de gostar de você? Honey, você sabe. Lu também. E eu.
Oh, medos, medos, não é meu primeiro post sobre isso. Nem sobre esse medo. Nem sobre este egoísmo tão particular.

Desejo, medos e egoísmo. Podia ter sido um subtítulo.

E então, alguém tirou a coroa da princesa, hein? Mas ela pode viver sem essas futilidades brilhantes, só resta ela admitir. Ah, Honey…



{13 Abril, 2008}   Pin-Ups

Devo dizer que a ansiedade me matava para escrever esse texto. Hoje encontrei inspiração suficiente assistindo “O Pecado Mora Ao Lado”, com a Marilyn Monroe.
Agora, deixe-me começar por: pin ups contemporâneas? Garotas tatuadas, furadas, magrelas e de batom vermelho não são pin-ups. Isso não existe, não é porque os tempos mudam que podem reiventar os estilos das pin ups e de repente qualquer mulher que colocar um batom vermelho e uma roupa de bolinhas seja um pin-up, não é. Pin-ups marcaram uma geração, eram o maior símbolo sexual para os nossos avós e é inaceitável querer adequar essa visão para industria atual.
Um fator que sempre é esquecido ao lembrar o que são pin-ups: mulheres com corpo, curvas. Exatamente por esse motivo eu não considero de maneira alguma a Gwen Stefani uma delas, apesar de eu ser fã do estilo dela. Pin-up nenhuma “virou” uma pin up! Elas nascem pin-ups. Ao longo dos anos ganham a cinturinha fina, quadril largo e busto, mas não perdem a ingenuidade, o rosto delicado de menininhas e uma sensualidade natural. Elas não são vulgares, elas não são putas.
A melhor forma de descrevê-las é pensando em uma ninfeta crescida. Infantis e sensuais. Quem já leu Lolita sabe do que eu estou falando, apesar de infantis sabem do seu poder de sedução natural.
Falando em ninfetas fico quase com remorso de daqui a alguns meses fazer 17 anos e definitivamente deixar de ser uma ninfeta, mas tudo bem, desde que eu passe como pin up ;D

Enquanto isso:
OhGod! Estou produzindo meu primeiro evento! É estressante e difícil, mas que bom que eu gosto e sou calma. Afinal, se e a vida corrida não me agradasse a vida calma deixaria entediada.
Se eu parasse de ouvir “isso não vai dar certo” ou “você apaixonada? -inclua risada sarcástica” então não seria eu, né?

E se eu reclamar de alguma coisa na minha vida, eu estou errada.



{9 Abril, 2008}   Solitude

Ficar sozinha as vezes é uma terapia. E eu digo isso principalmente porque estou sempre cercada de pessoas e costumo não ter tempo pra nada. Sim, isso é muito bom, ter finais de semana ocupados até três finais de semana depois da semana em que você está, mas cansa extremamente. Solidão é ótimo pra pensar sem interferências, ótimo pra respirar e relaxar. Fazer coisas simples sozinha me da uma paz de espírito incomparável, coisas essas como: ficar olhando o céu, tomar sol, malhar, andar.
Sim sim, confesso minha paixão enorme e interminável por pessoas, mas fico lotada delas o tempo inteiro, as vezes tenho que descarregar. Então minha solução são voltas de ônibus, onde eu descanso a cabeça sozinha, andando na rua, e coisas parecidas. E talvez isso seja um resto da minha infância, aquela solidão que sempre esteve em mim. Gosto disso, é uma coisa minha que ninguém consegue me tirar e como uma raiz, uma das minhas bases.
Na verdade o meu amor a ficar sozinha se estende ao quesito de necessidade, se estende até meus sentimentos. Se estende à eu as vezes me trancar do lado de fora dos meus sentimentos, e em outras palavras isso seria: as vezes eu simplesmente não sinto. Treinei tanto minha mente pra superar meu coração que de vez em quando me dá uma pane no sistema e eu não sinto, simples assim. Eu posso ouvir “eu te amo” da pessoa que eu mais gosto de ouvir que mesmo sabendo que eu também amo eu não sinto e ponto final, espero passar. Acho que tudo afinal acaba fazendo parte das minhas raízes, né?

Esse post não fez muito sentido, ou fez?



{7 Abril, 2008}   Old Habits Die Harder


Hábitos antigos morrem dificilmente, principalmente aqueles aos quais você se apega, aqueles que nem precisam ter anos de duração mas sim são arrebatadores; como paixões, o importante é a intesidade. Hábitos antigos acabam virando uma parte de nós, mas são hábitos, só hábitos. O problema é lembrar disso. Quando eles se tornam uma parte da gente ter que nos livrar deles é como fazer uma operação de amputação sem anestesia. E dói. Meu velho hábito me faz uma pessoa pior, talvez mais interessante até, porém extremamente egoísta. Enquanto meu egoísmo pode me corroer por dentro, por fora me faz brilhante, me põe um sorriso na cara; e como eu poderia me negar algo que me faz sorrir? Nunca. Mas algumas atitudes ruins devem ser feitas para o bem, principalmente se essas atitude ruim for cortar uma parte podre de mim – então nem posso chamar de atitude ruim, certo? Eu devo dizer que nunca conseguiria amputar meu egoísmo sem um empurrãozinho, e até mesmo com esse maldito empurrão continua a doer a separação do meu próprio umbigo.
Confesso, eu amo eu mesma. Eu amo ter ideais beirando o hedonismo. Agora escutando Black Eyed do Placebo até gosto de pensar que eu sempre fui leal às minhas zonas erógenas, e apenas elas merecem minha lealdade. Mas como disse o post anterior, gente apaixonada. E gente apaixonada se preocupa com seu objeto de desejo, que tolice. Me seguro pra não me amputar mas assim que eu abro o olho já estou me pondo na faca. E se tudo acontecer como antes eu volto à minha adorável podridão em breve, se não, bem… Gente apaixonada não deveria ser responsabilizada por qualquer um de seus atos. Não me responsabilizo por uma crescente indecisão. Não me responsabilizo nem por mudar de idéia de uma hora pra outra. E pra completar o post de baixo: gente apaixonada não sabe escolher.
Bem, conclusão? Sem conclusões, não sei, vou deixar as coisas acontecerem. Droga.

Titulo pra Twin: got it now. But i knew it all along, twins, right?



{1 Abril, 2008}   People in love

Observação inicial: Sim, o post de baixo foi uma crise que passou rapidinho. Mas ainda assim foi uma crise.

15998834.jpgEntão, deixa eu falar de pessoas apaixonadas, porque é muito mais legal falar de pessoas apaixonadas do que de pessoas tristes – e isso é só o começo do porque.
Pessoas apaixonadas são bobas, é fácil enganar alguém apaixonado. Apaixonados são divertidos nas suas tolices, são mais divertidos ainda. Entendem tudo errado os apaixonados. Eles tem tratamento especial, ou acham que estão tendo. O coração das pessoas apaixonadas bate mais vezes por dia. Ataques do coração por qualquer coisa, é mais comum morrer do coração quando está apaixonado. Apaixonados se perdem mais facilmente, estão sempre no mundo da lua. Gente apaixonada é mais feliz.
E boa sorte pra você se estiver apaixonado, porque quando você se apaixona não tem volta. Você saiu em uma viagem medieval, de barquinho a vela, entendeu o perigo? Mas tudo bem, porque você não vai reparar nos monstros marinhos, tudo bem também porque você talvez se machuque um pouco mas você será tão mais feliz, não é?
Boa sorte pra nós.



etc.