Reescreva











{25 Março, 2008}   Família, sorte e arte.

pequenininhas.jpgMeninas não podem evitar de serem influenciada por suas mães. Influenciadas nas melhores e piores formas, desde medos e traumas até sutilezas e detalhes graciosos. Por mais que algumas vezes nós, meninas principalmente adolescentes, estejamos tentando odiá-las. E como não poderiamos? Afinal, elas nos impõe limites e regras, que mais tarde serão impostas pela sociedade e pelo peso das responsabilidades.
Ultimamente tenho reparado em como mães e filhas são parecidas. Não necessariamente em coisas escancaradas, mais nos detalhes e pequenos gestos. Acho que mães sempre acabam não conscientemente criando suas filhas pra ficarem parecidas com elas, até mesmo porque elas fariam diferente já que cada humano acha que sua própria verdade é a maior verdade do mundo? Então, dondocas criam filhas dondocas, moderninhas criam filhas moderninhas e eu dou graças por ter uma mãe independente que – mesmo que por vezes doa – me ensina a me virar sozinha.
E essa é uma das minhas sortes de nascença: família. Hoje em dia se você tem uma já é possível considerar como sorte. Mas eu sou ainda mais sortuda do que isso porque eu me encaixo na minha família, e isso pra eu reparar não foi só ter nascido, levou um tempo. Não, eu não sou ovelha negra. Eu me encaixo porque a maioria são mulheres lindas e bem sucedidas, todos tem algo de artístico: primo fotógrafo e baterista, primas designers, tio músico e tia ligada a literatura entre outras especificações. Todos artistas, não no sentido vulgar da palavra – pessoas famosas – mas sim no sentido mais prático, pessoas que admiram e fazem arte, e estão sempre ligados à ela. Dai veio meu gosto do berço por arte
p7156427_menor.jpge cultura. Eu sempre fui criada a meio de teatro, livros e bibliotecas, música boa, música brasileira e principalmente rock nacional antigo, do bom e do melhor; museus, exposições e uma curiosidade e vontade de saber mais fora do normal pra uma criança. Eu quando ainda era um projeto de Luisa só ficava no meio dos adultos, não era nada sociável no meio de crianças da minha idade, o papo deles era tão mais interessante. Algumas curiosidades interessantes sobre essa época: minha maior diversão com meu pai nos finais de semana era entrar em livrarias e só sair quando elas fechassem; foi ele mesmo quem me levou ao meu primeiro show, Djavan, eu adorei.
Dai eu não posso deixar de agradecer eternamente pelos meus motivos de arrogância e orgulho, minha sorte extravagante. E por ter aprendido a ser muito mais eu sozinha sem precisar de ninguém com minha mãe. Talvez um pequeniníssimo detalhe de mim seja esse de ter aprendido tão bem a me virar sozinha que eu fique afinal um pouco solitária por dentro, né?

Fotos: mochileiras viajando por Minas Gerais, as duas fotos são em Ouro Preto. Obviamente, a criadora e a criatura.



Mami disse:

: – )



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etc.