Reescreva











{20 Fevereiro, 2008}   A vida é tão estranha…

lincoln_persistence_menor.jpgTem coisas que a gente quer e não devia querer. Tem coisas que fazem tão bem pra gente, mas não era pra fazer. Outras deviam nos deixar extasiados, mas não deixam. Algumas coisas são surpreendentemente diferentes do que te falaram que seria quando você era mais novo. Algumas são mais difíceis outras são mais fáceis do que sempre te disseram que iriam ser. Há coisas que acontecem sem que você quisesse de repente elas vieram e te fizeram melhor do que você era. Tem as que eram pra ser ruins, ou aparentavam mas então elas são maravilhosas! Também pode ocorrer sempre o contrário. Mas afinal, a vida é estranha, e sempre surpreendente, talvez seja isso que me atraia e me faça gostar tanto dela.

for-better-life-courage_menor.jpgMudando bruscamente de assunto, hoje resolvi dar uma olhada em um mapa astrológico meu feito na base de “totalmente grátis” em um site qualquer. Fiquei espantada que praticamente tudo bate com a minha personalidade. Descobri que a minha sorte está inscrita pra ser em mim desde que eu nasci. Que maravilhoso, não? Dessa vez eu resolvi dar uma olhada no meu mapa por desde o dia 1º de janeiro estar descobrindo minhas faces mais virginianas. Descobri que não são necessariamente extremamente chatas como eu sempre pensei, mas sim que podem me ser de grande valia. Ultimamente eu tenho estado organizada, quieta, equilibrada e várias outras coisas boas. Infelizmente o signo também vem acoplado das más qualidades como perfeccionismo exageradíssimo, críticas excessivas e uma frieza e negação de sentimentos fora do normal, coisas de virginianos. Há algo que apesar de o mundo considerar como mal eu considero como muito bom, o cinismo. Convenhamos, cinismo é dizer a verdade que ninguém quer ouvir do modo mais cru possível. Honestidade no seu pior estado talvez.

thomasedison_optimism.jpgSobre pessoas, novamente, não me canso de falar delas: pessoas são sempre surpreendetes. Pela estupidez interminável, irresistibilidade eterna ou várias outras opções. Algo pra complementar o post anterior: ninguém muda ninguém. Você não vai mudar uma pessoa porque você quer, pessoas só mudam quando elas querem ou seja, quando for mais conveniente pra elas, ou assim elas pensarem.

overcoming_menor.jpgEstive agora a pouco pensando em coisas que eu gostaria de ganhar de aniversário: uma blusa linda e caríssima, um livro sobre hedonismo, o tal DVD citado no post anterior. Sem querer minha mente começou a passar para as coisas que eu quero porém não são compráveis: tempo acelerado ou não, liberdade (ah, só eu mesma entendo como eu prezo a liberdade), estar próxima de algumas pessoas, mudar sentimentos, mudar pessoas pois elas fazem mal a si próprias, ser mais daquele jeito ou menos do outro. Algo adorável sobre todos nós humanos é que não importa, por mais que a gente tenha muita coisa que sempre quisemos o interessante é querer sempre mais. No dia em que você deixar de querer coisas não vai haver mais pelo que lutar, sem haver pelo que lutar, pelo que você vai viver?

Enquanto isso:
Já viu cartazes de um organização americana genial chamada Foundation For A Better Life? São realmente geniais, prezam qualidades admiráveis nas pessoas, vou deixar aqui o site, mas sugiro procurar alguns cartazes no Google também.



{14 Fevereiro, 2008}   Recíproco: sobre relacionamentos

kidstogheter.jpgSobre relacionamentos não é necessariamente relacionamentos amorosos, namoros ou coisas do gênero, certo? Também pode ser, mas é sobre relacionamentos entre pessoas, em geral.
Eu acredito que todo relacionamento entre pessoas tem que ser recíproco. Lógicamente, afinal se não for você provavelmente está tendo um relacionamento platônico. Mas tirando essa parte óbvia… Tem que haver respeito recíproco (ou não), confiança recíproca (ou não), sentimento recíproco e esforço mútuo. Nenhum relacionamento dá certo quando um se esforça 100 e o outro se esforça 50, e isso eu aprendi por experiência alheia e própria. Falando em experiência alheia, quanto mais você puder aprender por experiências alheias sobre coisas chatas aproveite, não queira quebrar a cara pra só então aprender, mesmo. Voltando ao assunto do título, apesar de isso parecer aquelas coisas básicas como comer, beber e tomar banho eu estive reparando que nem todas as pessoas parecem ter esse instinto básico de sobrevivência social. É lógico que isso se torna ainda mais, hm, “obrigatório” em relação aos namoros e outros relacionamentos do gênero. Não adianta você fazer um esforço enorme pra ficar junto de uma pessoa que não move um músculo pra se aproximar de você.

Mas chega disso, estou me sentindo uma mãe falando disso.

Enquanto isso:
Eu diria que mais da metade dos meus amigos está atualmente namorando. Isso de vez em quando da sim uma sensação de solidão generalizada, principalmente quando o assunto são os namorados ou namoradas e sempre sobra a pergunta “E você, Lu?”. Bem, eu sou exigente demais. Primeiramente porque eu não gosto de namoros, em geral mesmo, não gosto de ficar só com uma pessoa, acho entediante. E quando isso ocorre me faz olhar pela janela e imaginar o resto do mundo que eu ainda não conheci, ha ha. Depois que eu não gosto de começar um namoro já pensando em quando ele vai terminar. E isso vai acontecer se a pessoa não atender as minhas expectativas. Com certeza eu sou mais do que exigente, mas eu não gosto de imaginar que eu perdi tempo da minha preciosíssima juventude com uma pessoa que não vai me acrecentar nada realmente.
arrisquesemais.jpgSim, pra mim, juventude é mais do que valiosa. O tipo de coisa que não volta e que se você não aproveitar enquanto tiver então só vai ter um arrependimento amargo de não ter aproveitado. Meu objetivo de juventude é quando eu não a tiver mais olhar pra trás e pensar que eu aproveitei, arrisquei e não me arrependo.
Arrisque mais para se arrepender menos.



{7 Fevereiro, 2008}   Tirei os sisos

dentesiso.jpgFaço planos pra tanta coisa. Penso tanto no futuro. Faço planos pra ser mais eu. Tem planos pra ser mais eu do que eu já sou até. Faço zilhões de planos libertadores. Planos pra alcançar a liberdade, planos sobre o que fazer com ela. Esses últimos são os que me fazem seguir em frente, acho. Eles parecem tão bons.
Eu vou estudar, ser uma ótima aluna - acho que é verdade aquela história de que quando os sisos começam a nascer é porque a pessoa está criando juízo – e voltar a ser considerada boazinha pelos professores, e eu vou passar direto em todas as matérias, na verdade eu vou tirar notas muito boas. Quando chegar o vestibular eu vou passar pra faculdade que eu quero pro curso que eu quero - Produção Cultural na UFF. Vou me matricular na academia e lá eu vou fazer Yoga, Boxe e Dança de Salão, também as outras coisas mas eu adoro essas três. E eu vou virar vegetariana de vez. Nem frango, nem peixe. Vou ser mais responsável com dinheiro e guardar mais dinheiro ao invés de gastar tudo.
Então quando eu tiver já guardado dinheiro e estiver trabalhando e estudando eu vou me mudar. Eu vou morar em um lugar que tenha uma sala grande para receber amigos, além destes uma amiga no quarto ao lado e um computador com memória gigantesca, de elefante.
E então eu vou comprar buttons na internet e mandar pro Rio Grande do Sul.

38086537.jpgAlém disso eu tenho que parar de roer unha. Isso é óbvio desde que eu começei com esse hábito pavoroso. É anti-higiênico, horrível pra saúde, e é feio isso pra uma menina bonita. E eu gosto tanto de unhas vermelhas e unhas pretas, acho lindas. Chega! Isso tem que acontecer esse ano ainda!
Quando eu conseguir parar de roer unha vou pintar elas de azul. Pura curiosidade.

Que estranho, isso parece juízo.

P.S.: Esse ano quero comprar o filme Dirty Dancing 2: Noites Em
Havana (Dirty Dancing 2: Havana Nights), foi o filme que me inspirou a dançar e apesar do roteiro clichê eu o amo. Além do Diego Luna ser o mocinho da história.
Latinos lover.



{1 Fevereiro, 2008}   Crise?

drown_by_i_know_kung_fu_reescrevendo.jpgOdeio me sentir uma criança. Odeio me sentir uma criança e pensar que eu realmente ainda sou uma criança. Odeio pensar que eu não consigo crescer. Odeio todas as minhas infantilidades, minhas criançices insuportáveis que nem eu consigo segurar. Odeio pensar que eu só vou conseguir atingir meus objetivos, desde crescer até liberdade, quando eu estiver a alguns cifrões e morando a quilômetros da família. Eu sei, é uma idéia infantil – falando em infantilidade – mas me parece tão boa, ou pelo menos foi a melhor que eu tive até agora.
Por enquanto a minha infantilidade que mais tem me feito mal é o ser uma menininha mimada e carente. Típico. Ultimamente eu tenho achado cada dia um motivo pra ficar depressiva, e isso é sinceramente ridículo. É uma necessidade de amigos por perto sem noção, realmente. Cadê a escola? Sinto falta de professores e rotina e ver as pessoas que eu amo e que me amam todo dia. Mimimi.

Alguém me salve das minhas férias! E me leve pra Porto Alegre.

Definitivamente, crise.



etc.